Masculino e feminino: 3º gênero é tendência para 2012 e 2013

WGSN aponta que o sucesso de modelos como Andrej Pejic e a transexual Lea T deve ganhar força como um comportamento de sexo indefinido

O modelo andrógino Andrej Pejic





O unissex há tempos é aclamado como o salvador da moda do século 21. Porém, há mais ou menos 1 ano e meio, quando a moda se viu mais uma vez obcecada pela androginia, muitos torceram o nariz, dizendo não se passar de uma repentina e passageira paixão marketeira. Mas segundo pesquisa publicada recentemente pelo bureau de tendências WGSN, figuras como o modelo sérvio-australiano Andrej Pejic e a modelo transexual Lea T. fazem parte de um movimento comportamental muito maior, que tem tudo para ganhar força nos próximos anos.


No relatório, o WGSN aponta uma certa turbulência nos fundamentos de alguns conceitos de entendimento humano, dos quais o mais marcante é um forte afrouxamento na definição e distinção entre os gêneros. Em outras palavras, será cada vez mais comum – e intenso – o diálogo e transição entre masculino e feminino, a ponto de tornar praticamente impossível a diferenciação entre os dois. Em termos práticos, tudo isso significa um enfraquecimento nas normas e padrões sociais, permitindo uma liberdade muito maior no modo como nos vestimos e portamos. Alguns enxergam nisso tudo até um nascimento de um 3º gênero, que seria, ao mesmo tempo, sexualmente neutro e sexualmente expressivo.



As campanhas da Givenchy, Balenciaga, Proenza Schouler, Marc by Marc Jacobs e Jean Paul Gaultier,
tudo para o verão 2011



Ok, pode parecer um pouco de loucura, mas não é. E basta olhar com cuidado para a moda das últimas três temporadas para se ter alguns indícios disso tudo. Pense bem: o verão 2011 viu nascer não só um dos ícones dessa nova geração cuja androginia independe das roupas, como também trouxe toda uma ambiguidade sexual para passarelas: meninos que parecem meninas, meninas que parecem meninos, meninas que parecem meninos que parecem meninas e assim por diante. Balenciaga, Marc Jacobs, Proenza Schouler, Givenchy e Jean Paul Gaultier foram apenas algumas das marcas que nublaram os limites entre os sexos tanto em suas coleções quanto nas imagens de suas campanhas – tendência que continua com considerável força no inverno 2011.



Capas de revistas com temáticas andróginas e celebrando a ausência de gêneros




A marca francesa The Kooples foi ainda mais longe, desfazendo as pré-concepções padrões que temos sobre roupas de meninos e meninas. Para inauguração de suas lojas em Londres, a marca colocou suas coleções masculinas e femininas misturadas, como se fossem uma coisa só.  Editorialmente, o movimento tem ainda mais respaldo. Não só diversas publicações de peso dedicaram algumas páginas de seu conteúdo para esse novo gênero sem definição, como surgiram algumas publicações exclusivamente voltadas para isso. Caso da Candy, revista independente voltada a celebrar todas as formas de travestismos, transexualismo e crossdressing.






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